Para alívio do Presidente do Senado, José Sarney, a morte do astro da música pop, o cantor Michael Jackson, surgiu como o Pão e o Circo do século 21. Em meio à tempestade de denúncias e escândalos que assolam o senado, a repercussão do falecimento do astro desviou os olhos, os ouvidos e a atenção da população mundial, neste caso, em especial, do povo brasileiro, que ao menos por esse pequeno espaço de tempo, está recebendo dos meios de comunicação uma larga dose sobre esse fato ocorrido em uma Mansão alugada pela aproximada e significativa cifra de R$ 200.000,00 mensais, na cidade de Los Angeles .
O que mais impressiona é que nos corredores aqui de Brasília, assessores e conselheiros do Presidente do Senado, não escondem a satisfação por esse período de pseudo-calmaria desses últimos 08 dias. Trágico para essa nação, dominada por uma elite, desde os primórdios de sua civilização.
Roberto Jefferson, em seu blog, afirmou que já viu esse filme antes. Em Minas Gerais seus políticos costumam utilizar um provérbio com certa freqüência: “Atrás de morro há morro”, e assim, vice que foi de um experiente político mineiro, e como ex-presidente da república, José Sarney deveria aproveitar o momento para sair a francesa, sem que sua imagem, atrelada a Política Brasileira dos últimos 25 anos, seja maculada pelos bombardeios ainda vindouros.
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